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Outsourcing e investimento em equipe estão na mira de CIOs em 2008

Ferramentas de ERP e business intelligence (BI), a virtualização e a contratação de consultorias para adequação de processos e adequação a normas e regulamentações estão na mira das grandes empresas.

O responsável pela TI da Gradiente, Fábio Gimenes Metta, planeja rever alguns projetos de terceirização e adequar processos para a atual necessidade da empresa, que passa por uma fase de reposicionamento de mercado. O objetivo é entrar em 2008 com uma nova cara. "A palavra de ordem é otimização. Para isto, precisamos fazer consolidações." Metta planeja continuar e expandir o projeto de virtualização iniciado em 2007, levando-o além dos servidores, que estão sendo consolidados na arquitetura blade. A governança, tanto corporativa quanto de TI (por meio de PMI e Itil) e a adequação a novas leis e regulamentos também estão dentro dos investimentos de 2008. O orçamento, que, em 2007, chegou a R$ 9,5 milhões, não deve ser aumentado para 2008. "Dentro do processo de reestruturação, precisamos construir ambientes mais enxutos, mas com competência para manter o nível de serviços", afirma Metta.

Marcos Guillermo Pelaez, diretor de tecnologia da CSN, também vê no novo posicionamento da empresa o grande impulsionador para o próximo ano. "Por conta da expansão da empresa para outros mercados, como cimento e aços longos, a área de TI tem de aprender sobre estes novos negócios e seus processos", conta. Na estimativa do executivo (conservadora, ele admite), o orçamento da área deve subir entre 20% e 30%. "Iremos crescer o quadro de funcionários significativamente e trabalhar uma gama enorme de projetos", informa. Um ponto importante de trabalho será o sistema de gestão integrada da companhia. Além da adoção de novos módulos, a CSN, que agora está se tornando um grupo, também pretende atualizar o ERP da SAP para a versão mais recente e começar a implementação de uma ferramenta de BI. A rede LAN deve ser renovada para suportar VoIP e receber um piloto de telefonia IP. "Alguma coisa em WAN usando MPLS também será feita", afirma Pelaez. Além disto, o processo de adoção do RFID e a consolidação de servidores serão continuados.

Com um orçamento que deve permanecer estável em 2008, cerca de R$ 12 milhões, o Grupo Nordeste, empresa de serviços de segurança privada com atuação em 19 Estados e faturamento de R$ 600 milhões em 2006, tem em seus planos, iniciativas como a utilização de novas ferramentas de colaboração, mobilidade, atualização da plataforma de hardware, substituição do atual CRM por um módulo do ERP, personalização do ERP para comunicação com os sistemas legados e avançar no processo de governança. André Navarrete, CIO do Grupo, explica que, além das regulamentações próprias do setor, a companhia terá de garantir a seus clientes (também sujeitos a regulamentações como Basiléia, Sarbanes-Oxley e Resolução 3380 do Banco Central), a preservação das características destas regulamentações nos serviços prestados. "Teremos de implementar grande parte das metodologias como gestão de projeto, Itil, Cobit etc.", conta. No setor de serviços de segurança de uma forma geral, o executivo acredita que deverão acontecer ainda investimentos em SOA e BI.

Dadas todas as tendências de investimento, Ione, do Gartner, faz um alerta: os CIOs devem investir em equipes e entregar o que prometeram no prazo. Para ela, não adianta ter a melhor tecnologia do mundo, se não existe um funcionário apto a colocá-la para funcionar. Nos cálculos do Gartner, só no nível de CIO, 20% dos executivos têm menos de um ano de trabalho na empresa. "Em um nível abaixo da diretoria, a situação não é muito diferente. A prioridade da estratégia deve ser manter as pessoas-chaves na companhia", avalia.

Fonte: IT Web


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