Mobile payment só deve pegar em 5 ou 6 anos
Apesar das experiências que vem sendo realizadas no país, ainda não é o momento de o celular virar o meio de pagamento preferido dos usuários. A maturação desse mercado, aposta Luiz Eduardo Ritzmann, diretor executivo de tecnologia da VisaNet, chegará apenas daqui a cinco ou seis anos. "Por volta de 2010 teremos 100 milhões de pessoas em todo o mundo começando a efetuar transações pelo telefone móvel, e o mercado então estará movimentando cerca de US$ 10 bilhões. Mas nessa época a hegemonia asiática ainda será muito forte, pois eles saíram na frente no uso dessa tecnologia", afirmou o executivo durante o 2º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP). O evento foi realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) em São Paulo.
Ritzmann falou sobre as novas tecnologias de captura de pagamento. Além do mobile payment, outra aposta da VisaNet é o contactless (sem contato), sistema que não depende de intervenção do vendedor - como o Bilhete Único, usado na rede de transporte urbano na capital paulista. Esse modelo, disse o executivo, deve ser um forte concorrente ao dinheiro e ao cartão de débito em estabelecimentos com ticket muito baixo (menos de US$ 20, na opinião da empresa), como feiras, táxis e lojas de fast food. Deve pegar, também, para pagamentos rápidos (cinemas, postos de gasolina, casas noturnas) e, a exemplo do que acontece em São Paulo, no transporte de massa.
De acordo com o diretor, 44% dos pagamentos com cartão realizados no Brasil já são feitos de forma offline. Além disso, 60% das transações estão abaixo desse ticket médio determinado pela empresa. "Existem grandes oportunidades para o contactless na América Latina. O Chile e o México, por exemplo, já unificaram os cartões de débito e crédito ao sistema de pagamento de transportes", afirmou. Uma transação sem comprovante de vendas, no entanto, requer alguns cuidados. "O consumidor ainda sente a necessidade de ter um cupom daquela movimentação. Além disso, deve-se sofisticar a segurança, uma vez que não é possível verificar a identidade do portados, e treinar os estabelecimentos para esse novo tipo de recebimento. Segurança é fundamental para garantir a aderência de estabelecimentos e consumidores."
A VisaNet testou o sistema em cinco países da Ásia durante 2006. Quando questionados se continuariam usando o Visa Wave - como o projeto foi batizado - a resposta foi "sim" em 95% dos casos.
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